Procura-se um amigo para preencher um vazio

Assim como eu, você vem há anos germinando amizades por onde passa.

Na escola, na faculdade, no trabalho, em alguma fila qualquer, na internet, numa festa. Todo lugar é lugar de conhecer novas pessoas e firmar novos laços.

As fases da nossa vida são marcadas por momentos que vivemos ao lado de outras pessoas. E os amigos, eles estão sempre nesses marcos. Eles são parte de nós, do que fomos, do que somos e do que ainda vamos ser.

E a vida as vezes é dura conosco. Passamos por momentos em que nos encontramos sozinhos, machucados e oprimidos por nossos medos. E esquecemos que não precisamos enfrentar isso sozinhos, pois quem tem amigos nunca está só. As vezes a gente quer ser auto-suficiente demais…

Sempre vai existir um amigo disposto a ajudar, confortar, escutar e consolar. Sempre vai existir um amigo disposto a fazer o que for necessário para nos ver bem. Para nos fazer sorrir ou mesmo dar o ombro pra gente chorar. Sempre vai existir um amigo para dar aquele choque de realidade e cuspir as verdades que ninguém tem coragem de nos dizer.

Uma boa amizade não precisa ser regada de atenção constante. Uma boa amizade precisa apenas ser sincera, verdadeira e honesta.

O bom amigo é aquele você passa meses, ou até anos sem ver,  e quando reencontra, parece que foi ontem que vocês se falaram pela última vez. O sentimento não muda. Tudo permanece sendo o que é, porque a amizade é verdadeira.

Cultive boas amizades. De gente que gosta de você pelo que você é, que tem a coragem e sinceridade de dizer verdades que vão lhe doer, que sejam condencendentes com seus sentimentos e que saibam respeitar suas decisões e atitudes sem julgar ou lhe recriminar por isso. Tenha amigos que lhe respeitem.

E quando sentir que a solidão está apertando lá no fundo do seu peito, lembre-se que você não precisa estar só. Permita-se dividir isso com alguém. Chame um amigo.

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Amo você, mas preciso dizer adeus

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É difícil aceitar que tudo tem seu fim. Que o “para sempre” é uma questão de tempo.

A paixão vira angústia. O amor se torna incerteza.

Os motivos das brigas passam a ser fúteis. Mas carregados de ressentimentos. A arte de “sentir novamente” vira mantra e as mágoas passam a fazer parte da rotina.

Chega o tempo dos momentos bons serem lembranças distantes. E o presente ser uma constante fonte de agonia.

Já não dá mais certo. Já não funciona mais.

Todas as tentativas para continuarmos juntos são frustradas pelos erros do passado. As feridas estão espalhadas em todos os lugares e não há maneira de cicatrizarem enquanto estivermos juntos.

Eu te amo. Mas é hora de acabar.

Eu te amo. Mas preciso seguir sozinha agora. Para me encontrar. Para me curar.

Eu te amo. Mas preciso dizer adeus.

Felicidade

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Você é do tipo que projeta a sua felicidade em coisas que você não possui? De coisas que você não tem, mas pensa que se as tivesse, seria feliz? Como uma bolsa, por exemplo? Ou um aumento de salário? Ou ainda uma viagem para a Europa?

Muitas vezes a gente se sente infeliz pelo que (ainda) não tem. E projeta a nossa felicidade nessas coisas. Nessas adesões e conquistas. Como se a nossa felicidade dependesse unicamente disso ou daquilo.

Mas e o que você tem agora? Não te faz feliz?

Infelizmente, a gente acaba esquecendo o que já tem para focar no que não temos. Sempre com essa necessidade de mais e mais. Esquecemos de ver o significado de coisas que a gente possui, da felicidade que elas podem nos proporcionar, para sentir infelicidade pelo que não temos.

Quantas pessoas, talvez, não seriam felizes com algo que você tem?

Ano novo, memórias novas

large (1)Dois mil e quatorze chegou. Mas dessa vez, não houveram fogos para sua chegada. Não estouraram a champagne. Ele começou sutilmente. O relógio apenas marcou a meia-noite do primeiro dia de um novo ano sem qualquer alarde. Era ano novo. Era dois mil e quatorze.

Dois mil e treze começou de um jeito e terminou de outro completamente diferente. Trezentos e sessenta e cinco dias me transformaram de muitas maneiras. Menos do que eu gostaria, mas mais do que eu esperava.

Foram muitas mudanças. Que aconteceram porque tinham de acontecer. E elas aconteceram independentes da minha vontade. E eu acredito que estava predestinada à todos os acontecimentos. Que de alguma forma, as minhas escolhas me levaram aos desafios que apareceram.

Fui pega desprevenida por várias vezes, é claro. Sem tempo de me preparar. Surtei — óbvio — diversas vezes. Porque essa sou eu. Eu me desespero com tudo aquilo que não consigo entender e nem controlar. Mas, embora que fosse difícil, precisei respirar fundo e enfrentar. Muitas vezes cedi. Muitas vezes me calei. Muitas vezes fiz o que não me agradava para poder agradar.

Transformação. Superação. Evolução. Desafios. Amor.

Essas são algumas palavras que definem o meu dois mil e treze. Um ano que ficou para trás. Mas um ano que me marcou de muitas, muitas maneiras.

Os espaços vazios

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Decididamente, fiquei cansada de tanta bagunça.

Arrumei algumas caixas e sai me livrando de tudo. Tudo aquilo que um dia significou, mas não me serve mais. Esse apego nos deixa escravos de uma constante falta de espaço. E esse mesmo apego, deixa tudo estragado com o passar do tempo. Resolvi jogar fora. Me livrar. Abrir novos espaços.

Cato tudo que já não quero, e me livro. Jogo no lixo.

Mas e quando você é a bagunça? E quando há muitos espaços vazios e nada para preencher?

Uma sensação de sufocamento me atingi as vezes. Algo me rouba o ar, me deixa atordoada, tira a minha paz. Como lidar com isso? Como fazer tudo ir embora?

Não importa quantas caixas eu retire da minha vida, quantas coisas eu organize. Algo sempre continua bagunçado.

O tempo está sempre curto. O tempo inteiro é uma correria e as vezes eu me sinto tão cansada… Tão exausta de correr o tempo todo, todos os dias…

Exaurida, utilizo o pouco tempo útil para inutilidades. As vezes, eu mesma já nem sei o que fazer com o tempo que resta. As vezes, me perco inteiramente na minha bagunça particular e me sufoco.

Me sufoco na minha incapacidade de expressar o tamanho do meu atordoamento.

Me sufoco na minha solidão desagradável.

Me sufoco com os espaços vazios.

Em estado psicótico, e não neurótico

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Por alguma ordem cósmica do universo, parece que durante os últimos dias, tenho vivido um período sombrio da minha existência. Um período que vem sendo marcado por inúmeros episódios estressantes e carregados de energia negativa. E me sinto como uma bomba-relógio, que pode explodir sem dar aviso prévio.

Sangue fervendo, nervos a flor da pele e hormônios assassinos. Acredite, as mulheres são vítimas de seus próprios hormônios, que vez por outra as deixam a beira da loucura e com instintos psicopatas. Chega um momento em que fica difícil você mesma se aguentar. Como seria perfeito se as vezes, pudéssemos fugir de nós mesmos…

Sonhos são necessários. Afinal, sonhar é o que nos move a conquistar nossos objetivos. Contudo, o choque de realidade que é o mundo real, pode ser frustrante. Você acaba aprendendo que as coisas nem sempre são o que deveriam ser e que as pessoas nem sempre estão propensas a tentar entender o seu ponto de vista, mesmo que você esteja certo. Mas o pior é saber que nada disso pode ser mudado. Que por mais que você queira, isso está além do que você poderia fazer. E essa é a pior parte. É o não poder fazer nada, porque a mudança das pessoas só dependem delas mesmas.

Sucessivos acontecimentos ruins te atingem como uma tempestade. Os dias seguem como se uma nuvem negra estivesse posta em cima da sua cabeça, te seguindo para todos os lados. E para completar o círculo temeroso de “desastres”, chegamos ao ponto em que determinados seres humanos te deixam tão emputecida, que o simples fato de respirarem o mesmo ar que você, te irrita. Não aguento olhar e nem mesmo escutar a voz, porque sou consumida por uma vontade doentia de simplesmente socar a pessoa e gritar todas as palavras que eu engulo, por medo de acabar perdendo o controle.

E eu estou assim.

Irritada. Chateada. Decepcionada. Puta. Triste. Psicótica.

Olho para os meus sonhos e de repente, eles parecem completamente fora do meu alcance. Olho para a minha vida e vejo que o quadro que está sendo pintando, não é igual ao que eu idealizava. Olho para as pessoas e só consigo me sentir frustrada por serem tão ignorantes.

Mas a esperança é de que dias melhores estão por vir…

Eu sou a escolha de alguém

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Muitas coisas são complicadas nessa vida. E muitas outras são simples. Mas gostamos de complicá-las porque somos muito complicados para tentar lidar com a simplicidade de certas coisas.

Nossas vidas são reflexos das escolhas que decidimos fazer. Nem sempre são as certas e nem sempre são as erradas. Nessa proporção, podem os caminhos ser os mais fáceis e tem os mais difíceis. Esse último, normalmente, é aquele que todos evitamos. Porque fugir do complicado é mais fácil que ficar e enfrentá-lo — e quem sabe conquistá-lo?.

Eu sou a escolha de alguém. Alguém que queira outro alguém para se estar. Alguém que procure por alguém que some. Alguém que gostaria de outro alguém para dividir e compartilhar o que é bom, assim como para superar o que é ruim. Alguém, em algum momento, irá me escolher.

Quando alguém me fizer a sua escolha, gostaria que este tivesse a certeza de que eu sou uma daquelas escolhas certas. Aquele caminho que gostaria de trilhar e descobrir. E mesmo se o tempo fechar, com nuvens cinzas e carregadas, que não desista. E se caso encontrar uma parte deste percurso com pedras e espinhos, que também não desista. Que não se permita desistir porque encontrou alguns obstáculos. Que continue.

No momento em que eu me tornar a sua escolha, há algo que preciso que você saiba antes. Eu vou te machucar. E certamente irei te desapontar em algum momento e quem sabe fazê-lo chorar. Porque eu sou imperfeita. Porque mesmo que eu não queira nada disso, é o tipo de coisa que acontece. Simples assim: acontece. E assim como você, eu sou uma errante e é natural que eu faça alguma cagada uma vez ou outra.

Então é isso. Eu sou uma escolha. E alguém, em algum momento de um determinado dia e ano, vai me escolher.

“What if you should decide
That you don’t want me there by your side
That you don’t want me there in your life”
___________________________________
E se você decidir
Que você não me quer ao seu lado?
Que você não me quer na sua vida?

O saudoso dedilhar do piano

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Quem pode negar que a sua melodia não é fascinante?

Quem pode dizer que não é encantador o som que dele sai?

Não consigo não transcender sob qualquer circunstância em que sua mágica esteja presente.

Lembro-me da minha época. A época em que eu era a pessoa sentada a sua frente, com a unhas sempre aparadas e os dedos posicionados e ansiosos.

Lembro-me de como o seu som tinha um efeito acalentador. De como o meu espírito naturalmente agitado se acalmava.

Lembro-me da forma como meu corpo se movimentava lentamente e sem qualquer orientação conforme as notas eram tocadas. Mas também, de como eu podia senti-las em casa partícula do meu corpo, não só nos ouvidos. Era como ser controlada por uma força maior.

Esses tempos duraram o suficiente para torná-los inesquecíveis, deixando apenas um amor incondicional pelas reproduções e criações provenientes de um instrumento sedutor. Deixando uma saudade gostosa pelos tempos que já não poderão voltar mais.

Hipnotizada por aqueles que seguem a prática, observo com carinho e admiração a forma como seus dedos ágeis passeiam com facilidade pelas teclas macias e estreitas. Conseguindo — ainda e provavelmente sempre — me envolver em sua melodia, me acalmando e cariciando meu eu interior, proporcionando uma passageira, mas bem vinda, felicidade em forma de notas.

*Cover em piano da música Amsterdam do Coldplay por Adrian Lee, australiano que conheci por acaso no Youtube e que reproduz covers de várias músicas apenas por ouvido. Fiquei simplesmente encantada por ele e principalmente por ele conseguir sintetizar todas as músicas sem qualquer partitura.

Verdades não implícitas

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Faz algum tempo que eu venho sendo incomodada por um vazio no peito. Questionando a ausência de um sentimento e desejando qualquer coisa que pudesse enxotar ou diminuir a imensidão desse oco.

E então, você apareceu por aqui e bagunçou todo o meu vazio particular, que foi substituído por um mix de confusão, inquietude e instabilidade. E eu juro como cheguei a pensar no porquê. No porquê eu reclamei por não sentir, para sentir tudo ao mesmo tempo. Para sentir esse descontrole emocional e fazer tantas perguntas sem respostas.

E parece que no momento em que você mais precisa de respostas, é quando você menos as tem. E eu meio que tenho necessidade delas. Porque essa é a minha forma de tentar colocar sentindo em tudo aquilo que eu não entendo. E não entender algo me deixa realmente neurótica. Porque faço milhares de suposições. Milhares.

Mas a  verdade é que meus pensamentos não são mais direcionados para as coisas triviais do meu dia ou para as milhões de coisas que eu tenho na mente. Porque agora eu fico pensando em você. No que você está fazendo, com quem está falando, se pensa em mim e sente a minha falta.

A verdade é que eu sinto o seu cheiro por ai e até ouço o som da sua voz. Que eu pulo com o alerta de mensagens na expectativa de que seja você e que abro o editor várias vezes querendo te enviar algo e o fecho. Eu o fecho porque a única coisa que eu gostaria de dizer é que sinto a sua falta e que gostaria de estar com você. Sinto a sua falta todos os dias agora e isso me assusta pra caramba. E eu tenho medo que você se canse de mim se eu ficar afirmando isso toda vez que decidir mandar uma mensagem.

Na verdade, eu estou com medo.

Demorei tanto tempo para levantar meu murro de tijolos invisíveis, que a simples ideia de vir alguém e botá-lo abaixo, mesmo que sem querer, me deixa apavorada.

Ok, mas sabe qual é a grande verdade? É que eu detesto tudo isso. Detesto essa incerteza e essa falta de segurança. De não saber de nada e de me auto-reprimir por medo. Detesto ficar agitada e neurótica. Detesto não estar com você como eu gostaria. E detesto a forma como você me responde sempre que tento extrair algo de você, sem me dar uma pista, um sinal de como você se sente.