Eu não escrevo pra você, eu escrevo para alguém

“As vezes as pessoas escreverem coisas que não conseguem dizer”.

— One Tree Hill

A maioria das garotas já possuiu um diário. E escreviam neles seus segredos e coisas que só elas deveriam saber.

Eu tive um diário. Mas a sua privacidade foi violada tantas vezes, que passei a manter tudo em minha própria mente. O que não foi tão bom, pois minha memória consegue ser péssima em alguns momentos.

Porque será que escrever causa um efeito tão … reconfortante? Porque é mais fácil escrever tudo aquilo que não você não consegue, de forma alguma, dizer?

Meus diários foram perdidos… minha falta de memória não me permitiu lembrar qual fim eles tiveram. Cheguei a destruir alguns e os outros… devem estar esquecidos em algum lugar.

O objetivo de manter tudo em “segredo” se fez inútil, afinal, as pessoas sempre se sentem tentadas a mexer naquilo que não lhes pertence. Ainda mais se este for um caderno que aparenta ter coisas pessoais dentro. Aos olhos do violador, a capa parece conter as seguintes letras em neon: ME LEIA, POR FAVOR!

Então agora, eu escrevo. Mas não pra você. Para alguém. Alguém que possa ver em minhas palavras algum sentido. Ou que possa despertar uma reflexão, um sentimento de identificação. Eu escrevo para quem quer ler. Eu escrevo para poder expressar tudo aquilo que não consigo transmitir com o som da minha voz.

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