É preciso mais desprendimento nessa vida

Desprendimento: é a atitude de desistir de algo, desligar-se, desapegar-se.

Sabe quando você acorda de saco cheio de ver que tem gente demais dando cabo da sua vida? Do que você faz e do que deixa de fazer. Das pessoas com quem anda. Dos lugares que frequenta. Da roupa que decidiu usar. Do novo corte de cabelo. De como gasta o seu dinheiro.

Dar satisfações é algo que — na maioria das vezes — é feito por pura obrigação. Você tem que dizer onde vai, com quem vai, o que vai fazer, que horas volta, porque quer isso, porque daquilo e blábláblá. São poucas as situações em que você dá satisfação porque quer.

Mas o que é mais irritante é quando tem gente por ai falando de você, te criticando, tacando areia em cima das suas atitudes e te julgando quando você não deve absolutamente nada pra ela.

Sei que é preciso mais desprendimento nessas situações, porque já que você não deve nada, então por que se importar com o que dizem por ai? Mas é que tem hora que dá no saco e você fica farta — farta — de tudo isso. A vontade mesmo é sair mandando pro inferno e um “vá cuidar da sua vida, $#%&@*!”.

Começo a pensar que essa mania de ficar falando/xeretando a vida alheia vira uma doença. Tem gente que fica meio transtornada e obcecada em ficar checando a vida do outro por todos os meios disponíveis. (Na boa véi, vai procurar um tratamento. Isso ai não é saudável, sério.)

As pessoas viciadas na arte do xeretar, deveriam criar mais vergonha na cara e utilizar esse tempo — perdido — pra fazer algo em prol das suas próprias vidas. A vida é simplesmente mais do que isso e o tempo é curto demais para ser gasto com uma futilidade dessas.

Honestamente, estou me esforçando muito para me desprender de muita — muita — coisa mesmo. Apesar do meu temperamento explosivo, tenho praticado minha paciência oriental e me feito a seguinte pergunta: “Vale a pena?”. Tento sempre parar, respirar e refletir sobre a questão. Porque todas as vezes que eu quis rodar a baiana eu me ferrei lindamente.

Perdi muita coisa por não ter me controlado. Por isso, atualmente, eu pondero sobre tudo o que eu poderia perder — e tudo o que eu poderia deixar de ganhar — se eu me entregar ao instinto impulsivo de chutar o pau da barraca.

É minha gente… Não está fácil pra ninguém!

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