A gente briga, mas a gente se ama

Quando você tem um — ou mais — irmãos, sempre tem que ficar de babá, seja em casa ou nas festinhas de crianças — que só valem a pena pelas gordices. Tem que ajudar na lição de casa, no banho, a trocar de roupa e aguentar as inúmeras malcriações.

Ser irmão é brigar incansavelmente e rolar aquela troca de: tapas, socos, puxões de cabelos, beliscões, chutes, unhadas  e xingamentos/apelidos carinhosos (feioso, chato, idiota, imbecil, burro, anta).

É você fazer besteira e sempre culpar o outro.

É você soltar aquela frase escrota de “eu vou falar pra mamãe o que você fez!”, e usar isso como arma de chantagem barata.

É contar histórias macabras e inventar barulhos e sustos para rir da cara do seu irmão depois.

É você gritar na cara do outro um “EU TE ODEIO!!!” e sair chorando de raiva.

Tenho duas irmãs mais novas. Até um dia desses elas eram dois tocos de gente chorando, me enchendo o saco e me deixando louca com a birras. Foram inúmeras as vezes em que gritamos umas com as outras para a rua inteira escutar e nos taxar de desajustadas. Que ficamos roxas e esfoladas das brigas corporais e que passamos dias sem nos falar por estarmos uma com raiva da outra.

Com o meu — sempre presente — complexo de idade e — estatura de anã — herdada pelos genes maternos — eu tenho ficado cada vez mais mole — e baixinha —  quando se trata das minhas irmãs.

Um pedido não precisa ser muito implorado para que eu ceda e faça o que elas querem (embora que eu reclame, porque se eu não reclamasse eu não seria eu).

Ser irmã nunca significou tanto quanto significa agora. Deixei de ser a irmã que briga e implica para ser aquela que elas possam contar.

Vejo nelas os mesmos pensamentos inocentes que eu tinha na minha época. Me preocupo com a formação do seu caráter e com a pessoa que elas virão a se tornar no futuro. E quero poder dar a minha contribuição. E que não importa onde eu esteja, sempre estarei presente para ajudá-las no que for preciso.

B. e A., amo vocês com esse meu jeito torto, mas eu amo! Feliz dia dos irmãos atrasados! (por Deus, em 23 anos eu nem sabia que existia essa data!)

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