Eu, o John Green e meu emocional em frangalhos

Sou uma masoquista literária.

Gosto de sentir dor. Gosto de chorar. E gosto da sensação incomoda de perturbação mental e emocional que um livro me dá.

Amo incondicionalmente livros de grande teor dramático. E por isso, gastei aquele dinheiro que não deveria indo a livraria e adquirindo A Culpa é das Estrelas, do John Green (publicado pela editora Intrínseca no Brasil).

A minha necessidade deste livro era gritante. Eu não consegui pensar em outra coisa senão conseguir um exemplar. Senti-lo em minhas mãos e poder proclamar o possessivo “meu”.

Minha mente é muito inquieta, logo, ao longo da minha leitura eu penso em 1001 acontecimentos. E eu já sabia o final para este livro. Era o final mais melodramático possível e eu queria que ele acontecesse. E aconteceu.

Sou uma romântica literária assumida. Livros precisam ter romance para mim. E John me apresenta a Hazel e a Augustus, dois adolescentes com câncer que se amam de forma intensa e genuína. Eles têm câncer, minha gente! CÂNCER! E estão apaixonados um pelo outro. Quão dramático pode ser isso?

Terminei o livro banhada em lágrimas e papel higiênico. Dormi com sérias dificuldades e acordei ainda pior. Indo para o trabalho e me segurando para não chorar o dia inteiro, porque John Green me deixou em frangalhos. Porque o John Green arrasou com meu coração. E porque John Green me fez ver que existem infinitos maiores que outros. Qual é o meu infinito? Não faço a menor ideia. Ninguém faz.

A dor precisa ser sentida. Eu já havia concluído isso faz um tempo. E o John Green confirmou a minha teoria. Nós precisamos sentir a dor.

“A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela.” — pag. 259.

Sabe porque eu gosto de livros dramáticos? Porque eles conseguem ilustrar em palavras sentimentos verídicos. A realidade desde gênero é tangível. É possível sentir a dor, o sofrimento e a perda. E são sentimentos que nós nunca estamos preparados no mundo real. Gosto de ver as reações dos personagens e a forma como estes lutam para superar todos esses sentimentos e obstáculos. De alguma forma, sinto que a partir da experiência deles, eu posso aprender a lidar com meus próprios obstáculos.

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