As marcas permanentes

As pessoas aprendem com seus erros. Ou, teoricamente, deveriam aprender.

Certas vivências nos marcam pra vida. Afetando mais do que deveriam e deixando sequelas que custam a serem superadas. Somos como soldados que vão pra guerra, retornando com cicatrizes e lembranças de uma luta que só o tempo pode amenizar a dor da experiência.

Determinadas situações me fazem questionar até que ponto as minhas sequelas irão me afetar. Embora que eu siga em frente sem me preocupar com o que se passou, as cicatrizes que carrego não me deixam esquecer da dor que eu senti. E do que as levou a estarem ali. E eu tenho medo. Medo de que a história se repita.

As paredes que ergui ao meu redor foram levantadas com anos de empenho. E não há como simplesmente abaixar as minhas defesas, porque não importa as palavras que me digam, eu sou incapaz de confiar nelas plenamente.

As vezes me acho fria. E penso que talvez, parte de mim se foi… a parte inocente e pura. Porque sempre estou com um pé atrás. Sempre deposito um voto de confiança já desconfiando e sempre espero pelo pior que possa acontecer.

Com o tempo eu aprendi que esperar o pior é menos doloroso do que criar expectativas.

Vai levar um certo tempo até que eu me permita abaixar os muros que ergui e me deixar vulnerável. Quando você aprende a se manter na defensiva, se deixar vulnerável por um segundo parece demais.

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