Verdades não implícitas

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Faz algum tempo que eu venho sendo incomodada por um vazio no peito. Questionando a ausência de um sentimento e desejando qualquer coisa que pudesse enxotar ou diminuir a imensidão desse oco.

E então, você apareceu por aqui e bagunçou todo o meu vazio particular, que foi substituído por um mix de confusão, inquietude e instabilidade. E eu juro como cheguei a pensar no porquê. No porquê eu reclamei por não sentir, para sentir tudo ao mesmo tempo. Para sentir esse descontrole emocional e fazer tantas perguntas sem respostas.

E parece que no momento em que você mais precisa de respostas, é quando você menos as tem. E eu meio que tenho necessidade delas. Porque essa é a minha forma de tentar colocar sentindo em tudo aquilo que eu não entendo. E não entender algo me deixa realmente neurótica. Porque faço milhares de suposições. Milhares.

Mas a  verdade é que meus pensamentos não são mais direcionados para as coisas triviais do meu dia ou para as milhões de coisas que eu tenho na mente. Porque agora eu fico pensando em você. No que você está fazendo, com quem está falando, se pensa em mim e sente a minha falta.

A verdade é que eu sinto o seu cheiro por ai e até ouço o som da sua voz. Que eu pulo com o alerta de mensagens na expectativa de que seja você e que abro o editor várias vezes querendo te enviar algo e o fecho. Eu o fecho porque a única coisa que eu gostaria de dizer é que sinto a sua falta e que gostaria de estar com você. Sinto a sua falta todos os dias agora e isso me assusta pra caramba. E eu tenho medo que você se canse de mim se eu ficar afirmando isso toda vez que decidir mandar uma mensagem.

Na verdade, eu estou com medo.

Demorei tanto tempo para levantar meu murro de tijolos invisíveis, que a simples ideia de vir alguém e botá-lo abaixo, mesmo que sem querer, me deixa apavorada.

Ok, mas sabe qual é a grande verdade? É que eu detesto tudo isso. Detesto essa incerteza e essa falta de segurança. De não saber de nada e de me auto-reprimir por medo. Detesto ficar agitada e neurótica. Detesto não estar com você como eu gostaria. E detesto a forma como você me responde sempre que tento extrair algo de você, sem me dar uma pista, um sinal de como você se sente.

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